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Estudo de Matemática com o auxílio de Instrumentos Geométricos e Materiais Concretos.

    O subprojeto de Matemática do PIBID/IFFluminense visa permitir que o processo de ensino e aprendizagem de Matemática por alunos do 8º. e 9º. anos do Ensino Fundamental seja favorecido pela utilização de instrumentos geométricos e materiais concretos. O uso desses materiais nas aulas permite a transposição da abstração característica de alguns conteúdos da Matemática e possibilita a exploração e construção de conjecturas. Além disso, o projeto pretende contribuir para a formação de professores, visto que os bolsistas terão a oportunidade de aplicar os métodos e técnicas de ensino discutidos na Licenciatura em Matemática em turmas da Educação Básica,
    Com relação à importância do ensino de Matemática, principalmente da Geometria, os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN - enfatizam que a Geometria “desempenha um papel fundamental no currículo, na medida em que possibilita ao aluno desenvolver um tipo de pensamento particular para compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive” (BRASIL, 1998, p.122). É necessário que os professores incluam no planejamento de suas aulas novos recursos que possam melhorar o desempenho dos seus alunos nas aulas de Matemática.
    Sobre o uso de materiais manipuláveis, Kaleff (1994, p.19) afirma que “o que caracteriza o trabalho de Geometria nas séries iniciais é a predominância de concretização sobre a simbolização. Mais importante que ‘definir’ e ‘designar’, como ações meramente repetidoras das palavras e proposições que o professor fala ou escreve, é observar, descrever, comparar, tocar, construir. Esta fase inicial se caracteriza por atividades ligadas à ação: o aluno manipula e constrói objetos das mais variadas formas para então analisar suas características físicas e geométricas”.
    A seguir estão as ações que serão desenvolvidas pelos bolsistas do subprojeto.


•    Observação e participação das aulas da disciplina Geometria, das turmas do 8º. e 9º. Esse é um momento de adaptação que permite ao licenciando (bolsista) participar das atividades realizadas pelo professor regular da turma (supervisor), observar a estrutura escolar e as características dos alunos da turma quanto à dificuldades, participação e interesse nas atividades propostas pelo supervisor.

•    Participação das ações escolares. É importante que o bolsista conheça todas as etapas do processo educacional, assim deverá participar dos conselhos de classe, reuniões pedagógicas e das reuniões com pais de alunos.

•    Reflexão sobre a prática docente. Realização de reuniões sistemáticas dos licenciandos com os bolsistas supervisores de iniciação à docência para discutir as atividades desenvolvidas, as situações acompanhadas na escola, os problemas presentes no ensino e métodos de intervenção visando sua melhoria, visto que o perfil da profissão docente vai sendo delineado conforme o professor articula conhecimento teórico-acadêmico a vivência no ambiente escolar e às reflexões sobre sua prática.

•    Práticas inovadoras a partir de uma diagnose inicial. Organizar debates, mesas redondas, palestras e outras atividades que integrem a escola e a comunidade onde está inserida. Além disso, tais práticas devem resolver situações problemáticas presentes no cotidiano docente a partir de um diagnóstico do Ensino de Matemática na escola participante sobre condições de oferta de ensino, aspectos socioeconômicos dos alunos e docentes, hábitos de estudo dos alunos e gestão de aprendizagem.

•    Leitura de textos sobre Educação Matemática. Para fomentar discussões e enriquecer o processo de planejamento da sequência didática é necessário que os bolsistas e o professor supervisor façam leituras de textos na área de Educação Matemática, indicados pelo coordenador do Subprojeto.

•    Elaboração de materiais instrucionais. O bolsista, sob a supervisão do professor coordenador do Subprojeto, deve elaborar sequências didáticas que permitam o uso e a exploração de instrumentos geométricos e materiais concretos, em consonância com as propostas de ação do subprojeto e do plano de ensino do professor supervisor, promovendo uma possibilidade de aplicação dos métodos e técnicas de ensino discutidas na Licenciatura em Matemática numa turma da Educação Básica.

•    Planejamento da sequência didática. O professor supervisor deve apoiar o bolsista no planejamento do método de ensino mais adequado para a experimentação da sequência didática, levando em conta suas experiências metodológicas e sua prática docente. Esta vivência deve ser acompanhada de um olhar investigativo, construído por meio de discussões com o professor supervisor e o coordenador do subprojeto, de modo a promover nos bolsistas uma atitude reflexiva sobre suas ações no processo educativo.

•    Oficinas pedagógicas: desenvolvimento da aprendizagem significativa. Criação de oficinas pedagógicas com o objetivo de trabalhar temáticas do Ensino de Matemática de modo mais criativo, lúdico e instigante, levando assim a uma aprendizagem significativa. Associar um novo conhecimento com uma ideia aprendida em momento anterior permite que a aprendizagem não seja mecânica mas significativa. O aluno consegue explicar com suas palavras o novo conceito aprendido.

•    LIFE - Espaço formativo e inovação metodológica. Utilização do LIFE (Laboratório Interdisciplinar de Formação de Professores) do IF Fluminense campus Campos-Centro pelos licenciandos e alunos da escola parceira, contribuindo para a formação inicial e continuada dos licenciandos por meio do desenvolvimento de metodologias inovadoras e elaboração de materiais didáticos, instigando ações como um professor pesquisador e utilizando a investigação e a experimentação para formar alunos participantes e críticos.

•     Experimentação da sequência didática. A sala de aula compreendida como espaço para observação e regência, possibilitará a vivência de situações reais do processo de ensino e aprendizagem, assim como a identificação de situações críticas e formas de superação de problemas.

•    Popularização da linguagem científica. A inabilidade com a linguagem científica e o uso incorreto de unidades de medida limitam a nossa capacidade de compreensão do mundo, nos impedido de agir de forma crítica e autônoma na sociedade. Devem ser realizadas diversas atividades na escola parceira, tais como: debates e leituras dirigidas acerca de temas científicos atuais; eventos de cunho científico, como oficinas e feiras de ciências; visitas guiadas às instalações de universidades e indústrias no entorno.

Referências

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/SEF, 1998.

KALEFF, A. M. Tomando o Ensino de Geometria em nossas mãos. A Educação Matemática em Revista. Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), ano I, n. 2, p. 19-25, 1994.
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